A Alameda da Praça da República, em Portimão, recebeu, no dia 22 de agosto, a 12.ª edição do Festival de Acordeão João César, numa noite marcada pela diversidade musical, pelo talento dos intérpretes e pela homenagem a um dos nomes ligados à cultura musical portimonense. O público aderiu em força ao evento e encheu a Alameda para acompanhar e aplaudir as atuações dos quatro nomes que integraram o cartaz desta edição: Hugo Madeira, Francisco Monteiro, Dúo Kasal e Renzo Ruggieri.

Promovido pela Junta de Freguesia de Portimão, em colaboração com a Alvor FM e com o apoio do Município de Portimão, o festival voltou a recordar João César, músico portimonense cujo percurso e dedicação ao acordeão continuam a ser lembrados. Como acontece habitualmente, familiares e amigos do homenageado marcaram presença numa noite que também incluiu temas ligados ao seu percurso musical.

Natural de Altura, Castro Marim, Hugo Madeira iniciou os estudos de acordeão ainda em criança e conquistou, aos nove anos, o Troféu Mundial de Acordeão, acumulando posteriormente vários prémios nacionais. A sua carreira mantém-se ligada a festivais e espetáculos, onde tem vindo a afirmar o seu percurso artístico.

A atuação de Francisco Monteiro teve um significado especial para o público local. Nascido em Beja e criado em Portimão, o músico, bicampeão nacional, campeão ibérico e vice-campeão mundial, foi recebido com particular entusiasmo, numa atuação em que, literalmente, jogou em casa. Os aplausos do público acompanharam uma prestação muito bem acolhida.

O Dúo Kasal, formado por Jorge Alves, no acordeão, e Mariline Martins, no violino, apresentou uma proposta que atravessa vários géneros musicais, do jazz ao fado, passando pela música clássica e pelo corridinho. Mariline Martins protagonizou ainda um dos momentos de destaque da atuação ao deixar o violino por alguns instantes e assumir a voz em dois temas, surpreendendo e conquistando o público.

O encerramento ficou a cargo do italiano Renzo Ruggieri, reconhecido internacionalmente pelo seu trabalho enquanto acordeonista, compositor e professor e considerado uma referência no acordeão jazz. Com uma carreira que soma mais de 2 mil concertos em vários países, Ruggieri levou ao palco de Portimão uma abordagem sofisticada e marcadamente jazzística, encerrando a noite com a mestria que caracteriza o seu percurso artístico.

A 12.ª edição do Festival de Acordeão João César terminou, assim, com uma forte adesão popular e com a confirmação de que o evento continua a ocupar um lugar relevante na programação cultural de Portimão, mantendo viva a memória do músico homenageado e valorizando, simultaneamente, a riqueza e a versatilidade do acordeão.

Texto: Vera Lisa Cipriano | Fotografia: Vera Lisa Cipriano

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