O alojamento turístico do Algarve valorizou 5,8 por cento em agosto, acima da média nacional, alcançando 384,9 milhões de euros de proveitos totais, segundo os dados divulgados, no dia 30 de setembro, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). A região concentrou 36,3 por cento dos proveitos gerados pelo alojamento turístico em Portugal durante o mês, reforçando o peso do Algarve na atividade turística nacional. “Os resultados de agosto são particularmente positivos porque mostram que o Algarve continua a crescer, mas sobretudo a valorizar a sua atividade turística. Com 3,27 milhões de dormidas no mês, conseguimos aumentar os proveitos acima da média nacional e liderar indicadores tão relevantes como o RevPAR e o ADR. E quando olhamos para o acumulado do ano, vemos que o Algarve está a crescer acima do país em hóspedes, dormidas e proveitos. É esse crescimento sustentado, assente em mais valor para a região e para as empresas, que queremos continuar a consolidar”, afirma André Gomes, presidente do Turismo do Algarve.

Hóspedes e dormidas mantiveram igualmente uma trajetória positiva em agosto, com crescimentos homólogos de 1,3 por cento em ambos os indicadores, para cerca de 770 mil hóspedes e 3,27 milhões de dormidas. No caso das dormidas, trata-se de um novo máximo para agosto no período pós-pandemia. As dormidas de residentes aumentaram 1,1 por cento, enquanto as de não residentes cresceram 1,4 por cento. Entre os hóspedes, o mercado nacional registou um aumento de 0,4 por cento e os mercados internacionais cresceram 1,8 por cento.

O desempenho de agosto reforça os resultados acumulados desde o início do ano. Nos primeiros oito meses de 2026, o Algarve apresenta crescimentos acima da média nacional nos três principais indicadores da atividade turística: os proveitos totais aumentaram 6,9 por cento, face a 5,1 por cento no conjunto do país; as dormidas cresceram 1,6 por cento, contra 1,5 por cento a nível nacional; e o número de hóspedes aumentou 2,3 por cento, acima dos 1,8 por cento registados em Portugal. A evolução da procura é acompanhada pelo movimento no Aeroporto de Faro, que acumula um crescimento de 4 por cento no número de passageiros desde o início do ano, depois de agosto ter registado um aumento homólogo de 4,9 por cento, o sexto mês consecutivo de crescimento.

Algarve lidera nos indicadores de desempenho

Os restantes indicadores divulgados pelo INE confirmam o desempenho do destino durante o principal mês da época alta. A estada média atingiu 4,25 noites, o valor mais elevado do continente e apenas inferior ao da Madeira (4,75 noites), situando-se muito acima da média nacional de 2,81 noites. Entre os turistas residentes, o Algarve apresentou mesmo a estada média mais elevada de todas as regiões portuguesas, com 4,20 noites.

Também nos indicadores de rentabilidade o Algarve ocupou a primeira posição nacional. O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) atingiu 180 euros, o valor mais elevado do país, à frente da Madeira, com 138,10 euros. O rendimento médio por quarto ocupado (ADR) fixou-se em 225,20 euros, igualmente o mais elevado entre todas as regiões, seguido do Alentejo, com 183,20 euros, e dos Açores, com 168,40 euros. A taxa líquida de ocupação-quarto situou-se em 79,9 por cento, enquanto a taxa líquida de ocupação-cama atingiu 75,9 por cento, neste último caso o valor mais elevado do país.

Albufeira consolida segunda posição nacional

A expressão do Algarve nos resultados nacionais é igualmente visível ao nível municipal. Sete municípios algarvios integram os 15 principais destinos turísticos do país em agosto: Albufeira, Portimão, Loulé, Lagoa, Lagos, Vila Real de Santo António e Tavira. Os cinco primeiros estão ainda entre os dez municípios portugueses com maior número de dormidas.

Albufeira consolidou a segunda posição nacional, com cerca de 1,22 milhões de dormidas, correspondentes a 11,2 por cento do total registado no país, ficando apenas atrás de Lisboa, com cerca de 1,65 milhões, e à frente do Porto, com 761,9 mil. As dormidas no município cresceram 2,6 por cento face a agosto de 2025, impulsionadas pelo aumento de 4,5 por cento das dormidas de não residentes, que compensou a redução de 1,4 por cento entre os residentes. Albufeira concentrou ainda 12 por cento de todas as dormidas de não residentes registadas em Portugal.

Entre os municípios algarvios, Tavira destacou-se pela dinâmica de crescimento da procura, com um aumento homólogo de 20,2 por cento no número de hóspedes, impulsionado pelos residentes (+33,1 por cento) e acompanhado por um crescimento de 8,5 por cento dos hóspedes não residentes. As dormidas no município aumentaram 16,4 por cento, com acréscimos de 28 por cento entre os residentes e de 3,2 por cento entre os não residentes. Loulé destacou-se, por sua vez, pelo crescimento de 12,1 por cento dos hóspedes não residentes.

Foto: Hélio Ramos