Marc Warren tem estado a mostrar nestes três últimos dias em Almada a qualidade de jogo que o levou a fazer história em 2007, quando, ao lado do histórico Colin Montgomerie, conquistou para a Escócia o seu único título na World Cup of Golf.

No 64.º Open de Portugal at PGA Aroeira Lisboa, o veterano jogador de 45 anos está a provar que em campos mais estratégicos como é o percurso n.º 1 deste resort – que não recebia o Open desde 1997 – a experiência continua a ser determinante. Warren está, sobretudo, a não cometer erros e, em 54 buracos, sofreu apenas 2 bogeys. Em contrapartida, sente-se no total controlo do seu jogo, não se assustando com os fairways estreitos, delimitados por corredores de árvores, e já converteu 2 eagles e 20 birdies.

A consequência é um resultado agregado de 191 pancadas, 22 abaixo do Par, após voltas de 65, 63 e 63, detendo uma vantagem de 3 pancadas sobre o 2.º classificado, o dinamarquês Sebastian Friedrichsen, um jovem de 23 anos. A vitória não está, no entanto, assegurada, porque 3 pancadas são facilmente anuláveis. Mesmo os dois jogadores que surgem empatados no 3.º lugar, a 8 pancadas da liderança, ainda podem, teoricamente, incomodar. O sul-africano MJ Daffue e o espanhol Joseba Torres.

MJ Daffue ganhou este ano de dois torneios no HotelPlanner Tour (a segunda divisão europeia) e tem a curiosidade de ter como «caddie» o jogador internacional amador português José Miguel Franco de Sousa. Joseba Torres é o tal jovem que leva como caddie o famoso José Maria Olazábal, antigo campeão de dois torneios do Grand Slam (Masters em 1994 e 1999), que foi 4.º classificado no Open de Portugal na Aroeira em 1997.

Os dois portugueses que conseguiram qualificar-se para os dois últimos dias de prova – Tomás Bessa e Tomás Melo Gouveia, curiosamente, homónimos e cunhados – registaram voltas positivas, mas não lograram o desejado «moving day», abandonando a ideia de lutarem pelo título. Em contrapartida, podem ainda legitimamente aspirar atingirem um top-10 no Open pela segunda vez nas suas carreiras. Bessa foi 6.º (-12) em 2022 e Melo Gouveia foi 10.º (-7) em 2024, ambos em Royal Óbidos.

No sábado, Tomás Melo Gouveia recuperou o estatuto de melhor português que fora seu no final da primeira volta e ganhou 9 posições em relação a ontem, subindo ao grupo dos 30.º classificados, com 203 pancadas, 10 abaixo do Par, após voltas de 67, 69 e 67. Entretanto, Tomás Bessa surge no lote dos 44.º posicionados com 204 (71+63+70), -9, cedendo 20 posições em relação à jornada de sexta-feira.

O 64.º Open de Portugal at PGA Aroeira é o mais importante torneio de golfe português, distribui de 300 mil euros em prémios monetários, e está integrado no HotelPlanner Tour, a segunda divisão do golfe profissional europeu.

Foto: Filipe Guerra