Daniela Campos é uma das convocadas pela selecionadora nacional Daniela Pereira para representar Portugal no Campeonato do Mundo de Estrada UCI 2026, que se realiza entre 20 e 27 de setembro, em Montreal, no Canadá, e deverá fazer parte também da convocatória de Gabriel Mendes para o Campeonato Mundial de Ciclismo de Pista TISSOT UCI 2026, que se disputa, de 14 a 18 de outubro, na Ilha de Chongming, Xangai, na China. A jovem ciclista de Boliqueime está totalmente recuperada da lesão sofrida na Chéquia e quer terminar 2026 em grande. Para 2027, o objetivo é regressar ao circuito internacional de estrada e sempre de olhos postos nos Jogos Olímpicos de 2028 em Los Angeles, nos Estados Unidos da América.
Natural de Boliqueime, Daniela Campos, 24 anos, iniciou-se no ciclismo logo aos 6 anos de idade, primeiro no BTT, depois na estrada, a defender as cores de clubes do concelho de Loulé, antes de se mudar, aos 18, para Espanha, quando subiu para o escalão de sub23. Esteve três anos na Bizcaia Durango, depois mais dois anos na Eneicat – CMTeam, conciliando as provas de estrada com as de pista, ao serviço da seleção nacional, mas 2026 foi totalmente preenchido por provas de pista. “A equipa decidiu cancelar os contratos com todas as atletas em outubro de 2025, numa altura em que já era muito complicado negociar contrato com outra formação. Decidi dedicar-me por completo à pista, mas com a esperança de regressar ao Pelotão Internacional de Estrada em 2027. É para isso que continuo a trabalhar todos os dias”, assume logo a entrevistada.
Daniela Campos lembra que, no ciclismo, é obrigatório estar-se integrado numa equipa para se participar nas competições, não se pode fazê-lo de forma isolada, e gerir os diferentes calendários pode tornar-se bastante complexo. “O normal é uma equipa ter no mínimo 4 ou 5 atletas e, na elite, há atletas que vivem no estrangeiro, outras residem em Portugal, mas estão a estudar e têm outros compromissos. A situação é semelhante na estrada ou na pista, mas este ano era especial para a vertente de pista porque temos agora o Campeonato do Mundo em outubro, na China, que é a primeira prova de qualificação para os Jogos Olímpicos de 2028. O ano passado não nos conseguimos qualificar para o Mundial, portanto, este ano tínhamos que procurar ganhar o máximo de pontos possíveis para estarmos em Xangai”, refere a ciclista que também já é Elite. “Se estivesse inserida numa equipa e a fazer provas de estrada, provavelmente tinha sido mais complicado dar o meu contributo para que Portugal pudesse qualificar-se para o Campeonato do Mundo de Pista”, reconhece.
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Texto: Daniel Pina | Fotografia: Daniel Pina e Federação Portuguesa de Ciclismo
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