Casa cheia no dia 25 de agosto, na FATACIL, em Lagoa, para assistir ao fantástico concerto de Plutonio, do Bairro da Cruz Vermelha, em Cascais, de raízes moçambicanas e que, embora se tenha estreado como rapper, é hoje um dos artistas mais versáteis da lusofonia. E bem cedo se começou a perspetivar uma noite em grande, com a afluência de milhares de jovens ao Parque de Feiras e Exposições de Lagoa, uma verdadeira legião de adeptos da música urbana e do hip-hop cantado na língua de Camões que saíram de coração cheio após um concerto cheio de energia e ritmo.
Desde 2015 com o selo da Bridgetown, Plutonio tem vindo a lançar hit atrás de hit, tornando-se um dos artistas mais consistentes e requisitados do momento. Depois de «Histórias da Minha Life» e «Preto e Vermelho», «Sacrifício» tornou-se o primeiro álbum exclusivamente digital português a atingir um disco de platina e sucessivamente disco de dupla platina.
Plutonio passou pelos maiores palcos nacionais, contando também com atuações em Moçambique, Angola, Cabo-verde, Brasil, França, Luxemburgo, Suíça, entre outros. Em 2023 lançou um EP surpresa em colaboração com o artista Lon3r Johny, intitulado «ANTI$$OCIAL», que se tornou rapidamente num dos projetos mais ouvidos do ano. No mesmo ano lançou também um projeto mixtape em colaboração com vários produtores e artistas brasileiros.
2024 viu nascer o muito aguardado quarto álbum a solo, «Carta de Alforria», que marcou o início de uma nova fase na carreira do artista que culminou em dois espetáculos esgotados na maior sala de espetáculos do país, o MEO Arena. Lotação esgotada que voltou a acontecer, no dia 25 agosto, na 45.ª FATACIL.
Texto: Daniel Pina | Fotografia: Daniel Pina
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