Tomás Melo Gouveia assumiu-se, no dia 17 de setembro, como candidato a tornar-se no primeiro português a vencer o prestigiado Open de Portugal at PGA Aroeira Lisboa, em Almada, numa 64.ª edição em que quatro portugueses meteram-se provisoriamente no lote de jogadores apurados para os dois últimos dias de prova.

Dos dez portugueses que iniciaram o único torneio português inserido no HotelPlanner Tour, a segunda divisão do golfe profissional europeu, Tomás Melo Gouveia foi o melhor, com uma volta inaugural de 67 pancadas, 4 abaixo do Par de um campo que, especificamente para este evento, transformou-se num Par-71. Isso colocou o atleta de Vilamoura – que no ano passado venceu o Timestamp Golf Tour, o circuito profissional português – num bom 25.º lugar, empatado com outros oito jogadores, a 5 pancadas do líder, o alemão Jannik de Bruyne, autor de uma excelente volta de 62 (-9).

Tomás Melo Gouveia sente que poderá desafiar a elite do HotelPlanner Tour, ele que é o 57.º na Corrida para Maiorca, o ranking desta divisão. Aliás, a forma como jogou os últimos 14 buracos demonstra-o totalmente. Tomás Melo Gouveia pretende colocar-se dentro do top-45 da «Road to Maiorca» para poder jogar a Grand Final que encerra o circuito, sendo esse também um objetivo de Jannik de Bruyne, embora o germânico de 27 anos esteja um pouco melhor posicionado para consegui-lo, pois é o 44.º do ranking. Tal como Gouveia, também de Bruyne persegue um primeiro título no HotelPlanner Tour, embora já tenha alcançado quatro top-10 este ano, designadamente na semana passada, no English Trophy.

Jannik de Bruyne é perseguido a apenas 1 pancada de distância pelo sueco Adam Wallin (-8) que esta época já alcançou seis top-10. Note-se que no 6.º lugar (-6) está Joseba Torres, o sobrinho de José Maria Olazábal, o antigo duplo campeão do Masters, que regressou ao PGA Aroeira Lisboa, onde em 1997 foi 4.º classificado, para, desta feita, acompanhar o seu sobrinho como «caddie». Da armada portuguesa, composta por dez jogadores, para além de Tomás Melo Gouveia, outros três lograram posicionar-se no top-60 de acesso às duas últimas voltas da prova. O cut será definido depois da volta de sexta-feira.

Pedro Figueiredo, o 13.º do ranking, que também chegou a andar com 4 abaixo do Par, mas terminou a primeira volta com 68 pancadas, 3 abaixo do Par, figurando no grupo dos 34.º classificados. O profissional Vasco Alves e o bicampeão nacional de sub-18, Luís António Silva, integram o grupo dos 48.º classificados, com 69 pancadas, 2 abaixo do Par. Os restantes portugueses estão com as seguintes classificações e resultados: 67.º Pedro Lencart (-1), 88.º Tomás Bessa (Par), 88.º João Pereira (Par / amador), 117.º Ricardo Santos (+2), 117.º Tomás Santos Silva (+2), 141.º Bernardo Costa Pinheiro (+10 / amador).

Os craques amadores portugueses, Luís António Silva (bicampeão nacional de sub-18), João Pereira (campeão nacional amador de 2025) e Bernardo Costa Pinheiro (campeão nacional amador de 2026) tiveram, depois, oportunidade de conviver e de dar alguns conselhos a jovens do ensino secundário de agrupamentos escolares de Almada (30 do 6.º ano e 15 do 8.º ano), que quiseram ver como funciona o golfe de alto rendimento num circuito altamente profissionalizado. O mais importante torneio de golfe português masculino é uma organização da Federação Portuguesa de Golfe, com prémios monetários no valor de 300 mil euros e a terminar no domingo.

Foto: Filipe Guerra