Frankie Chavez tem-se afirmado, desde que se estreou em 2010, como um dos mais estimulantes músicos da sua geração. Inspirado pelo Folk, Blues e Rock mais clássico, tem levado a sua música cada vez mais longe, sempre a partir da relação singular que desenvolveu com aquilo que foi, desde o início, o ponto de partida de tudo: a guitarra.
No dia 18 de outubro subiu ao palco do Cineteatro Louletano, em Loulé, acompanhado por João Correia na bateria e Nuno Lucas no baixo, e mostrou, mais uma vez, que a sua música conjuga diferentes universos sonoros, um Blues/Folk que alterna entre ambientes limpos e outros mais crus e psicadélicos. De facto, apesar de se identificarem influências como Robert Johnson, Jimi Hendrix, Kelly Joe Phelps, Ry Cooder ou Neil Young, é difícil encontrar num único termo a definição para a sua música.
Em 2017, o seu caminho cruza-se com o de Pedro «Peixe» Cardoso, guitarrista dos Ornatos Violeta, dando origem aos Miramar, um duo instrumental que conta já com dois discos editados e que já passou, também, pelo Cineteatro Louletano, no âmbito do Festival Som Riscado. Em 2019 foi convidado a compor para o Festival da Canção, com o tema «Mundo a Mudar», que alcançou o 4.º lugar na Final.
Em 2023 lançou «Alcântara», o seu primeiro álbum com canções escritas em língua portuguesa, com produção de Nuno Rafael (Sérgio Godinho e Humanos). Em 2025 editou o single «Jogo do Empurra», um tributo aos Xutos & Pontapés, e regressou ao estúdio para preparar novas canções. Já este 2026, Frankie Chavez reedita «Family Tree» e celebra os 15 anos deste disco icónico com uma nova versão do tema «December 21st 2012» (em dueto com Tatanka), e em palco, em concerto especial com os convidados Kalú, emmy Curl e Tatanka. Simultaneamente, encontra-se em estúdio a trabalhar num novo álbum, cujas novas canções se puderam já escutar nesta tarde de domingo no Cineteatro Louletano.
Texto: Daniel Pina | Fotografia: Jorge Gomes
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