Outubro não podia começar de melhor forma no Cineteatro Louletano, com a presença de um músico que é um habitué desta sala: o pianista Mário Laginha. Desta vez, traz consigo uma convidada surpreendente, para um espetáculo intimista e inédito a nível nacional: Manuela Azevedo, a vocalista dos Clã. É no dia 1 de outubro, Dia Mundial da Música, numa estreia absoluta, às 21h. O espetáculo conta com interpretação em Língua Gestual Portuguesa.
No dia seguinte, a 2, mas em Almancil, na Blackbox do Pavilhão Multiusos, há «CTRL+ALT+Liberdade Desprogramada», de Marlene Barreto, às 21h, com entrada gratuita. Trata-se de uma instalação artística participativa que trabalha o pensamento e parte de várias perguntas: porque confiamos em determinadas vozes? Como escolhemos quem merece a nossa confiança? Que promessas nos fazem acreditar e confiar? A instalação é antecedida de trabalho com jovens, num laboratório que cruza palavra, imagem, som, performance e outras linguagens artísticas.
No dia 3 arranca o 26.º Encontro de Música Antiga de Loulé – Francisco Rosado, um evento que leva a música antiga a várias igrejas do concelho – Alte, Querença, Quarteira, Boliqueime e Loulé – e que se prolonga até dia 31. Os concertos decorrem sempre às 19h. No dia 4, às 18h, há concerto no Auditório do Solar da Música Nova, com «Afreekassia», que vive em São Paulo. Com uma sonoridade urbana, mistura hip-hop clássico com drill londrino e ritmos da diáspora africana como em «Sou + as negras» ou «100% pura».
No dia 9 há dança, com a junção da Companhia Maior e a do coreógrafo Victor Hugo Pontes. A peça chama-se «A esta hora, na infância neva» e é um espetáculo que cruza a infância e as gerações mais velhas e que conta com a participação de crianças previamente selecionadas, que irão «espelhar» os(as) intérpretes adultos(as) em alguns momentos. Na peça, os bailarinos mais velhos têm corpos que perdem força e velocidade, mas que ganham em definição e intenção. Em simultâneo, as gerações mais novas criam um espelho que nos permite refletir sobre o que ainda somos, daquilo que fomos...
No fim de semana, sábado e domingo, há duas peças vindas do Brasil, no âmbito do Festival Todos São Palco – Mostra de Teatro Além do Equador, organizado pelo Teatrão. Sábado, dia 10, às 21h, temos «O Avesso da Pele», pelo Coletivo Ocutá, de São Paulo. A peça baseia-se no romance premiado de Jeferson Tenório (vencedor do prémio Jabuti 2021 na categoria Romance Literário). Conta a estória de um professor que é assassinado pela polícia, e a procura de um sentido, por parte do filho, numa busca pelo passado da família.
Já no domingo, às 17h, é a vez de «As Cores da América Latina», peça que vem da Amazónia, da cidade de Manaus, com a Companhia Panorando. O espetáculo possui como norte três manifestações latino-americanas, a Fiesta de la Tirana (Chile), a Huaconada (Peru) e Cavalo-Marinho (Brasil) em intersecção com a Dança e o Teatro. Esta peça conta com o recurso de Audiodescrição, para pessoas cegas e/ou com baixa visão. O Festival traz consigo três oficinas de participação, nos dias 8, 10 e 11, nas quais se poderá inscrever através do email cinereservas@cm-loule.pt.
A 13 de outubro, cinema, com mais um filme do ciclo Filme Francês do Mês, organizado pela Alliance Française em colaboração com o CTL. O título é «Grand Paris», de Martin Jauvat (2022) e é no Auditório do Solar da Música Nova, às 21h00. No mesmo dia, no Palácio Gama Lobo, entre as 19h e as 21h, decorre a oficina «Experimenta Criar (Invenção da Natureza)», pela Gira Sol Azul. A oficina parte de conceitos científicos, filosóficos e históricos sobre a natureza e propõe exploração sonora e criação musical coletiva. É dirigida a todas as pessoas do setor da Educação e ao público em geral, com inscrições pelo email cinereservas@cm-loule.pt.
Depois, a 17, o regresso dos concertos «Crescendo», do Conservatório de Música de Loulé – Francisco Rosado. Após o arranque das aulas em setembro e do período inicial de (re)adaptação, está na hora de retomar a atividade musical junto do público. Os concertos acontecem nos terceiros sábados do mês, às 11h30, também no Auditório do Solar da Música Nova.
Ainda a 17, mas às 21h, há concerto da Orquestra do Algarve, com o mote «Redescobrir Álvaro Cassuto». O programa articula as primeiras obras do maestro e compositor Álvaro Cassuto com repertório de Mendelssohn e Mozart, num diálogo entre tradição e criação contemporânea. Um concerto que cruza diferentes gerações e linguagens da escrita orquestral.
No dia 18, domingo, às 17h, Frankie Chavez toma conta do palco do Cineteatro. O guitarrista e vocalista tem-se afirmado como um dos músicos mais estimulantes da sua geração, tendo já trabalhado numa outra banda, os Miramar, com o guitarrista dos Ornatos Violeta, Pedro «Peixe» Cardoso, e colaborado em dueto com Tatanka, dos The Black Mamba, entre muitos outros.
No dia 22, arranca em Loulé o Festival Política, que nesta edição traz música, teatro e cinema, stand-up comedy e teatro. Emmy Curl (dia 24) é uma das cabeças de cartaz, mas a atriz e dramaturga Sara Barros Leitão (dia 22) também faz parte da programação, com a peça «Nós, sozinhas», sobre a condição feminina e, em particular, o aborto. A peça conta com o recurso de Audiodescrição, para pessoas cegas e/ou com baixa visão.
A 25 de outubro, domingo, às 11h30, há «Jazz para Famílias», no Auditório do Solar da Música Nova, pelo Trio da Orquestra de Jazz do Algarve. É um concerto comentado, para uma primeira descoberta do universo do jazz, de forma descontraída e interativa. Entre interpretações ao vivo e curiosidades sobre os instrumentos, os estilos e a improvisação, as famílias são convidadas a trazer os mais novos (maiores de 10 anos).
Também a 25, mas pelas 17h, o Cineteatro Louletano recebe, uma vez mais, o «Concerto pela Paz», organizado pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação. É às 17h, e a entrada é gratuita. Por fim, a 30 e a 31, a bailarina e coreógrafa Maria Fonseca traz a Loulé «ATA», um espetáculo que trabalha o tema da morte, investigando novas formas de presença, cuidado e ritual, abrindo espaço para outras maneiras de habitar a morte como parte da vida. A sessão de dia 30, às 14h30, é reservada a lares e instituições particulares de solidariedade social (IPSS). A de dia 31, sábado, é às 17h, dedicada ao público em geral.
